María del Mar Paramos Cebey
23/11/1973 - 28/11/2025
Querida comunidade do Instituto de Letras, Hoje prestamos homenagem à nossa querida professora María del Mar Paramos Cebey, cuja partida deixa uma saudade profunda, mas também uma herança inesquecível de alegria, dedicação e humanidade. María del Mar transformava os espaços do Instituto de Letras em lugares de encontro, cuidado e encantamento pela linguagem. Que essa força, essa coragem e essa esperança que ela nos transmitia sigam iluminando nosso caminho coletivo. Neste momento de despedida, encontramos consolo na certeza de que a vida que ela tocou em tantos de nós permanece frutificando — e, para aqueles que creem, na convicção serena de que a luz que ela irradiava continua viva para além deste tempo. Agradecemos por tudo o que María del Mar compartilhou: sua presença luminosa, sua escuta generosa, seu entusiasmo e seu amor pela docência. Seguimos honrando sua memória no cotidiano do Instituto, com o mesmo compromisso, ternura e leveza que ela cultivava. Estendemos nosso carinho, nossa solidariedade e nosso abraço afetuoso aos familiares, amigos, estudantes e colegas que hoje sentem sua ausência.
Despedir-se de Del Mar é como tentar dizer adeus ao próprio movimento do mar. Impossível fazê-lo sem que o peito se encha de sal, memória e silêncio. Há nomes que são paisagens, estados de espírito, rumores que permanecem mesmo quando a voz se cala. Maria Del Mar foi isso! Presença que ondulava, suave e intensa, deixando rastros de luz onde passava.
Hoje, a ausência soa como uma maré baixa. O que fica é este espaço suspenso, em que cada lembrança retorna em forma de espelho reluzindo o gesto delicado, o olhar atento, a maneira quase invisível com que ensinava a esperança a não desistir. Partir, no caso dela, não é desaparecer, é espalhar-se. Está no vento que toca a pele sem ser visto, na água que insiste em seguir, no tempo que aprende a ser menos duro quando a evocamos.
Dizer adeus é, então, um exercício de gratidão. Gratidão pelo que foi dito e, sobretudo, pelo que foi vivido em silêncio; pelos dias simples que agora ganham espessura de eternidade; pelo amor que deixa marcas fundas. Maria Del Mar atravessou nossa vida como quem sabe que o essencial não faz ruído, permanece.
Que o lá seja de calmaria, e que nós, os que ficamos, aprendamos a ouvir suas ondas quando o mundo parecer árido demais. Guardarei seu nome como se guarda um amuleto para lembrar que houve beleza, que houve encontro, que houve luz. Adeus, Maria Del Mar, e que o invisível, enfim, saiba cuidar de você.
Texto de autoria do Prof. Cacio Jose Ferreira.
